quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Auto mentiras.




Auto mentiras


Sabemos mais do que ninguém quando estamos mentindo para nós mesmos. E tão Hilário que em determinadas situações acabamos acreditando na própria mentira.
Uma mentira a mais outra a menos e assim se faz os dias e as mentiras. O pior é quando não se consegue mais controlar, e ela  “ a mentira”  torna-se  algo inseparável em nossas vidas.
Só pode ser “transtorno bipolar do não sei o que????” pensava  consigo sentada no seu carro  que a levava todos os dias ao escritório onde trabalhava como secretaria.Teresa não parava de questionar a forma de como contava mentiras aos outros, chegou mesmo a pensar que tinha personalidade dupla ou coisa assim.
Mas sua terapeuta não conseguiu diagnosticar a possibilidade de transtorno bipolar. _Então sou uma grande mentirosa mesmo!
A priori não se conseguia articular melhora para “essa” que acabou virando vicio. _Mas são mentiras boas, pensava ela a todo instante. _Vou me controlar!
A noite surgiu silenciosa e solitária trazendo consigo a chuva para acalmar os amantes e o coração dos apaixonados.Viu-se sozinha assim como quem perde o  ultimo trem do itinerário.Só. Somente só.
E ali deitada para dormir como se fosse seu ultimo dia na terra conseguiu de certa forma entender sua postura com relação a seus atos.As mentiras serviam para acalmar sua alma solitária,e só estavam a incomodando por que estavam recorrentes demais.
As mentiras que Teresa contava são aqueles que servem para camuflar quem realmente  somos. Mente-se dessa forma para ser aceito em um grupo, no trabalho e até mesmo na própria família.
Isso é culpa dessa maldita  sociedade capitalista em que somente se considera as coisas efémeras ,como status por exemplo.E ela que tinha toda essa conscientização acerca do assunto,queria ser aceita de forma contrária dos princípios nos quais ela acreditava.Como isso poderia acontecer?
Mas acontece... Acabamos valorizando algo que não é  inerente a nós,somente pelo fato de tentar se inserir no meio do qual acreditamos ser o melhor ...essa vida que criamos,esse mundinho superficial o qual não levamos absolutamente nada, só os bons momentos.
Pensava nas vezes em que estava no trânsito indo trabalhar e sentia o cheiro forte do café de sua avó e de como eram boas as conversas a beira da mesa...  Que saudade. E ali naquele momento não era preciso contar sequer nenhuma mentira. Isso era viver!

Nunca havia pensado até aquele momento de como se sentia infeliz.


;) Karina Araújo...filha te amo!

LAÇOS...


LAÇOS
Gostar de alguém é como observar laços, se não estiverem agradando aos olhos de quem os ver incomodam e não conseguimos olhar para outros detalhes a não ser a perfeição de que estes foram dados. Alguns laços não são bem dados, e por isto não são tão elogiados.
 Tem que se levar em consideração o momento em que este fora visto, se quem o olhou percebeu todos os detalhes em si, o tecido, o tamanho e o lugar onde este estava. Todos os elementos têm que ser bem analisados.
E assim  se apaixonou pelo laço, perfeito aos olhos do ser humano. A métrica, tudo nele estava perfeito. Parecia não existir, mas existia e estava ali diante dos olhos de quem não acreditava mais no amor e alem do mais a primeira vista. 
Incondicionalmente pensava nesse laço e na perfeição que seria amá-lo, estava preparada para viver aquilo com tanta certeza que não queria estudar mais acerca do laço por quem se apaixonou. Era ele sim.
Não sabia definir ao certo de onde vinha o sentimento de certeza acerca daquela situação somente sentia-se confortável com a sensação de viver aquilo, que nada mais importava naquele instante.
Só não havia percebido que aquele laço não fora dado de maneira que necessitasse de manuseio, ele havia sido grampeado e além do mais não era de boa qualidade, seu material não resistia a umidade o que o tornava perecível.O que não combina com o amor, a podridão.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Indicação da semana: Série!!!!

Glee.


Glee é uma série de televisão musical comédia-drama que vai ao ar na Fox nos Estados Unidos. Centra-se no Clube de glee , o coro da escola, chamado de "New Directions" competindo no circuito de show de  cores, enquanto os seus membros lidam com situações de relacionamento, sexualidade e questões sociais.





É simplesmente apaixonante...confira!não vai se arrepender!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O ato de dizer sim.
Nem todas as vezes em que dissemos sim a alguém estamos fazendo o nosso melhor como ser humano.O ato de dizer sim na maioria das vezes não é dito de forma verdadeira.Acabamos dizendo sim por livre espontânea pressão de algo que nos cerca.
E na maioria das vezes não temos noção de como podemos acabar com uma vida só pelo simples fato de falar estas três letras: sim.
Ela disse sim e pensou em muitas possibilidades naquele flerte de segundos.Pensou numa vida toda sem nenhuma alegria,paixão,prazer,mas concordava superficialmente que aquela reposta era a mais plausível e correta a se dar naquele instante.
Disse sim,e não foi um sim baixo.Seu corpo mais precisamente sua boca realizou aquele ação sem que ela conseguisse controlar.Foi rápido.Ação X reação.E nem se quer considerou que a vida é feita de instantes,pensou :depois resolvo.
Nem todos os sim são realmente sim, alguns são para dizer não. Aquele sim que dera era para a solidão. Uma solidão boa para não instigar mais sentimentos ruins. Pensou que se não tivesse saído,naquela noite nada disso havia acontecido.Ela não teria dito sim.

Mas era tarde, e como sempre ela era covarde. Não iria conseguir desfazer o ocorrido. Não sabia ao certo se queria desfazê-lo. Estava confusa e sozinha nessa missão. Pensava nos envolvidos, nas caras e nos comentários. Ela era assim,e não podia ir contra a quem ela era de verdade.
E ele se foi, com apenas um sim.O que ela queria? Que ele ficasse depois de tudo. Viu-o partindo de longe,mas havia algo que não a deixava simplesmente reagir diante aquilo.Tinha a impressão que precisava passar por aquilo,mas por que?Somente pelo simples fato de sofrer?Não acreditava em destino, mas naquele momento rezou para as forças do além contribuíssem para que algum dia se reencontrassem e pudessem esclarecer as coisas de verdade, sem medos e aflições.
Assim ficou em pé inerte,calada e pensativa.Sofria,do seu jeito mas sofria.A partir dali pensava incalculáveis vezes como seria se naquele momento,tivesse dito :NÃO.


Volume Dois


                                            Volume Dois
Era assim, dia após dia ela se desfazia  naquilo que ela não sabia explicar.Pensava na vida como um episódio televisivo em que os personagens podem ensaiar ou repetir uma cena que não dera certo.E assim seus dias passam, e sua vida também.
Acordava tarde numa terça-feira no outro dia já era sexta, e não fazia nada.
Parecia como um vício de não querer mais reagir a nada, pensou por varias vezes em esperar a morte ali quietinha sem incomodar ninguém, e incomodar ao mesmo tempo.Seu corpo parecia definhar, seus seios pareciam mais flácidos seu rosto, envelhecido...mas ela não se importava queria ficar ali sentada a olhar a vida percorrer por ela como se não quisesse sentir nada.
Então era isso. Não queria sentir nada?Sentir o que já não se sente mais. Procurava no seu cotidiano artifícios para lidar com aquilo que se chamava vida. Queria se alegrar com qualquer coisa, o seu lema era “eu quero ser feliz e mais nada”tudo mera aparência, a vida não se dita por meio de uma frase,ainda mais como esta.
Acreditava no amor, claro que sim. Havia escutado num filme uma conceituação acerca do amor que permeou seus pensamentos por muito tempo: O amor é como um livro que há dois volumes , se um se perder, a coleção   ficará incompleta e sem sentido algum.Não se recordava quem era o autor da frase mas acretidava cegamente naquilo.
O amor não ficou para todos. Com certeza não, nem todos nasceram com
esse privilégio. Igual ao de ser mãe, amiga, entre outros atributos. Mas pelo ao menos uma vez na vida todos deveriam ser amados. Não deveria ser tão ruim assim.
Mas assim mesmo ela pensava em coisas totalmente contrárias aquilo que acreditava no seu mais profundo interior.Via o sol indo e vindo mas nada acontecia.
 Entretanto queria o “volume dois” de sua coleção mas não conseguia encontrá-lo.Será que talvez não houvesse mais reedições?Não sabia responder.
  Diante de sua trajetória de vida ainda não sabia ao certo definir o amor.Se ele, o amor já havia passado por ela.Tinha certeza que não lembrava disso.Queria sentir.Lembrou-se de uma frase que não sabia ao certo de quem era, mas dizia o seguinte:”Prefiro sofrer do que não sentir nada.” Será?
Amar seria tão doloroso assim?E não amar seria tão vazio assim?Perguntava-se ali calada sentada diante do nada, nada em movimento, tudo parado, sem sentindo talvez para ela que procurava dar sentido aos fatos. Eram assim todos os dias.  
Atendeu ao telefone naquela noite estranha  que parecia não ter sentido em ser. Acabou indo. Aquilo em que acreditava não ser o melhor. Não o melhor para os outros, mas para ela em si. Viveu aquele momento como se tudo aquilo fosse verdadeiro.
 Ao ser penetrada olhou fixamente para os olhos daquele homem que naquele instante não significava absolutamente nada para ela. Mas assim mesmo continuou. Os toques eram de uma artificialidade que nem mesmo conseguia se concentrar naquilo que havia se proposto a fazer. O beijo era o mais difícil pois acreditava na pureza daquele ato e ali naquele instante não havia nada de puro para se almejar,somente dois corpos em movimento e bruscamente vazios de qualquer sentimento.
Ele sentiu prazer, mas ela não. Ele talvez fosse um louco a procura de se satisfazer. Ela não. Ela queria mesmo  ser amada,instigar no outro um sentimento bom.Mas não havia nada ali.Não falou nada.Olhou para ele.  Estava dormindo, seu rosto transmitia  satisfação. A lua iluminava seu corpo nu, ela  a lua estava linda e a fez lembrar.E isso veio com uma força no seu pensamento que a deixou inerte por instantes!!!Pensou consigo. Parou, pensou de novo  e sentiu naquele momento com os toques de outro homem que o seu “segundo volume” existia, sim ele existia,mas não para ela.
Sentiu uma felicidade nostálgica, o que adorava, mas quase não acontecia.Sempre ocorria quando viajava, em que olhava para a paisagem em movimento e lembrava da infância e sorria,um sorriso realmente feliz. Essa felicidade era devido   saber que sentia algo. Mesmo que soubesse que não adiantaria  sentir .
Apesar de ter descoberto esse sentimento nos braços de outro, o importante é que sentia, e sentia de verdade. Esse sentimento         que veio com força naquele instante em que quase desistiu de tudo, mas se perdeu como se perde chaves,moedas,anéis.Ou seja, se perdeu sem  perceber.
Havia o sentimento mais não havia a matéria, ou seja, não havia mais possibilidade de ser outra vez. Passou, e passou contudo que deixou marcas nos sentimentos dela.
Deitada para dormir pensou desolada e triste, porém feliz... Em saber que sentia mas não consumia esse amor.Fixou os olhos na lua, teve uma sensação,lembrou do toque do amado e pensou:O amor nasce para todos...mas nem todos nasceram para amar.O volume que procurava não havia mais possibilidade de ser rescrito... pois não há reedições, o amor não é assim.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Mùsica da Semana!!!!!!!!!!!!

Não é por motivos de dor de cotovelo não!!!!!É por que a música é muito bonita...rsrsrs....
Me deparei hoje com uma situação de amor mal resolvido e me danei a escutar essa música do meu querido Vander lee!
 Hoje estava fazendo as unhas e conheci uma historia de amor que não pode acontecer...pensei que essas coisas só aconteciam em filmes como aquele, Um amor para recordar ou coisas do tipo...mas em pleno século XXI  ainda acontece fatos românticos.Ainda bem que românticos não estão em extinção!!!!

Contra o Tempo 

Vander Lee

Composição: Vander Lee
 

Corro contra o tempo
Prá te ver
Eu vivo louco
Por querer você
Oh! Oh! Oh! Oh!
Morro de saudade
A culpa é sua...
Bares, ruas, estradas
Desertos, luas
Que atravesso
Em noites nuas
Oh! Oh! Oh! Oh!
Só me levam
Prá onde está você...
O vento que sopra
Meu rosto cega
Só o seu calor me leva
Oh! Oh! Oh! Oh!
Numa estrêla
Prá lembrança sua...
O que sou?
Onde vou?
Tudo em vão!
Tempo de silêncio
E solidão...(2x)
O mundo gira sempre
Em seu sentido
Tem a cor
Do seu vestido azul
Oh! Oh! Oh! Oh!
Todo atalho finda
Em seu sorriso nú...
Na madrugada
Uma balada soul
Um som assim
Meio que rock in roll
Oh! Oh! Oh! Oh!
Só me serve
Prá lembrar você...
Qualquer canção
Que eu faça
Tem sua cara
Rima rica, jóia rara
Oh! Oh! Oh! Oh!
Tempestade louca
No Saara....
O que sou?
Onde vou?
Tudo em vão!
Tempo de silêncio
E solidão...(2x)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

DURMO...DURMO MESMO!!!! E DAÍ, MEU CORPO PEDE...

A satisfação de tirar uma soneca não tem preço!!!!!E quem reclama... Quer dormir também... Agora não tem coisa pior do que querer dormir e alguém não deixar!!!!!é um abuso!Sabe o que mais ridículo ainda ???quando alguém diz que vc vai dormir pra sempre quando morrer!!!Que coisa mais sem noção! quando morremos,morremos quando dormimos,dormimos!!!Existe uma grande diferença nisso!
Enfrento esse drama regularmente,meus amigos contestam meu "querido sono"...e até criticam...imagine só!eu ter que escutar porque gosto de dormir!!!acho que sinceramente faço falta para eles!!!!por que quando estou dormindo eu não estou fazendo mal a seu  ninguém.Dormir é tão prazeroso que até  Álvaro de Campos escreveu um poema acerca dessa 8 maravilha:


O sono de ser sono.

O Sono
O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim —
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,

Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.

O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.

Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença.
E tudo isso é sono.

Meu Deus, tanto sono!...

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa



Quem pode contestar , é a mais pura verdade!Fernando Pessoa.