Auto mentiras
Sabemos mais do que ninguém quando estamos mentindo para nós mesmos. E tão Hilário que em determinadas situações acabamos acreditando na própria mentira.
Uma mentira a mais outra a menos e assim se faz os dias e as mentiras. O pior é quando não se consegue mais controlar, e ela “ a mentira” torna-se algo inseparável em nossas vidas.
Só pode ser “transtorno bipolar do não sei o que????” pensava consigo sentada no seu carro que a levava todos os dias ao escritório onde trabalhava como secretaria.Teresa não parava de questionar a forma de como contava mentiras aos outros, chegou mesmo a pensar que tinha personalidade dupla ou coisa assim.
Mas sua terapeuta não conseguiu diagnosticar a possibilidade de transtorno bipolar. _Então sou uma grande mentirosa mesmo!
A priori não se conseguia articular melhora para “essa” que acabou virando vicio. _Mas são mentiras boas, pensava ela a todo instante. _Vou me controlar!
A noite surgiu silenciosa e solitária trazendo consigo a chuva para acalmar os amantes e o coração dos apaixonados.Viu-se sozinha assim como quem perde o ultimo trem do itinerário.Só. Somente só.
E ali deitada para dormir como se fosse seu ultimo dia na terra conseguiu de certa forma entender sua postura com relação a seus atos.As mentiras serviam para acalmar sua alma solitária,e só estavam a incomodando por que estavam recorrentes demais.
As mentiras que Teresa contava são aqueles que servem para camuflar quem realmente somos. Mente-se dessa forma para ser aceito em um grupo, no trabalho e até mesmo na própria família.
Isso é culpa dessa maldita sociedade capitalista em que somente se considera as coisas efémeras ,como status por exemplo.E ela que tinha toda essa conscientização acerca do assunto,queria ser aceita de forma contrária dos princípios nos quais ela acreditava.Como isso poderia acontecer?
Mas acontece... Acabamos valorizando algo que não é inerente a nós,somente pelo fato de tentar se inserir no meio do qual acreditamos ser o melhor ...essa vida que criamos,esse mundinho superficial o qual não levamos absolutamente nada, só os bons momentos.
Pensava nas vezes em que estava no trânsito indo trabalhar e sentia o cheiro forte do café de sua avó e de como eram boas as conversas a beira da mesa... Que saudade. E ali naquele momento não era preciso contar sequer nenhuma mentira. Isso era viver!
Nunca havia pensado até aquele momento de como se sentia infeliz.
;) Karina Araújo...filha te amo!
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